2月13日
Após passar a década de 80 em papéis insignificantes e obscuros, Samuel L. Jackson emergiu nos anos 90 como um dos mais respeitados atores de Holywood. Trabalhando em vários projetos e recebendo inúmeros convites, o ator teve a oportunidade de mostrar sua grande inteligência e habilidade de encarnar personagens dos mais diversos tipos.
Nascido em 21 de dezembro de 1948 em Washington, mudou-se com a mãe e os avós para Chattanooga, Tennessee. Estrudou no Morehouse College, em Atlanta, onde foi co-fundador do grupo de teatro ''Just Us Theather'', formado somente por negros.
Foi para Nova York em 1977, começando sua prolífica carreira na TV, no cinema e nos palcos. Após fazer um sem-número de tipos para vários veículos, muitas vezes personagens obscuros por mais de dez anos, Jackson foi descoberto pelo público em ''Febre da Selva'', de outro aluno da Morehouse, Spike Lee, em 1991. O filme rendeu ao ator premiação no Festival de Cannes, e a partir daí sua carreira decolou. Confrontando o comportamento de outras estrelas - a maioria -, Jackson continuou morando no Harlem novaiorquino, onde mora desde os tempos de palco.
1994 foi particularmente profícuo e feliz para a carreira do ator. Enquanto seus filmes do ano anterior ainda exibiam seu rosto nas telas - ''Parque dos Dinossauros'' e ''Perigo para a Sociedade'', veio sua magnífica participação em ''Pulp Fiction - Tempo de Violência'', de Quentin Tarantino, rendendo-lhe indicação ao Oscar de Coadjuvante. O filme também teve o mérito de ressuscitar a carreira de John Travolta, que não via sucesso desde os tempos de ''Grease - Nos Tempos da Brilhantina''. Também foi aclamado pelo papel em ''Fresh'', logo depois.
No ano seguinte, trabalhou novamente com seu colega de elenco de ''Pulp Fiction - Tempo de Violência'', Bruce Willis, em ''Duro de Matar - A Vingança'', terceira aventura do policial John McLane. Roubou a cena de Willis e Jeremy Irons, que fez o vilão. Também teve atenção especial da mídia e do público no drama sobre adoção ''O Destino de Uma Vida''.
Sua versatilidade já estava mais que provada em 1996, quando precisou provar também que sabia administrar seu tempo ao realizar cinco filmes: ''O Despertar de um Pesadelo'', ação com Geena Davis; ''Tempo de Matar'', adaptação do livro de John Grisham que rendeu ao ator um de seus melhores papéis; ''Ponto de Encontro'', filme independente do colega Steve Buscemi; ''O Trambique do Século'', uma sátira ao mundo do boxe; e ''Jogada de Risco'', do então estreante Paul Thomas Anderson (''Magnólia'').
Após a relativa calmaria de seu trabalho em 1997, colaborou novamente com Tarantino em ''Jackie Brown''. Em seguida, atuou e debutou como produtor em ''Amores Divididos''. Fez também uma especial participação no canadense ''O Violino Vermelho''.
Depois de mais uma participação secundária em ''Irresistível Paixão'', ao lado de George Clooney e Jennifer Lopez, passou a pegar papéis mais centrais como em ''A Negociação'', em que enfrenta psicologicamente Kevin Spacey numa intrincada operação policial, ''Esfera'', ficção científica com Dustin Hoffman e Sharon Stone e o péssimo ''Do Fundo do Mar'' - deve ter recebido um grande cachê para expor seu nome num dos piores filmes de 1999.
Com essa transição para papéis principais, chamou a atenção de George Lucas, que o escalou para um dos maiores sucessos da década, ''Star Wars - Episódio I: A Ameaça Fantasma''. Jackson fez o cavaleiro Jedi Mace Windu, papel secundário mas muito importante. A participação foi pequena, mas Lucas assegurou que Windu terá maior e muito importante participação nos dois episódios seguintes da série.
Contracenou no drama de guerra ''Regras do Jogo'', em que dividiu a cena com outro grande ator do momento, Tommy Lee Jones. Depois estrelou o remake de ''Shaft'', filme de Gordon Parks de 1971. Jackson ficou com o papel-título, sob a batuta do diretor John Singleton (de ''Os Donos da Rua''), que procurou fazer do filme uma perfeita mistura de ação e muita ironia.
Em seguida, emendou três participações em grandes blockbusters: ''Corpo Fechado'' (2000), de M. Night Shyamalan; retomou seu personagem Jedi em ''Star Wars: Episódio II - Ataque dos Clones''
(2002); e tutelou Vin Diesel em ''XXX - Triplo X'' (2002). Entre uma megaproduçaõe e outra, confirma seu nome como um ator versátil em projetos mais pessoais, como ''Visões de um Crime'', de 2001, e ''Fora de Controle'', de 2002.
Eu adoro esse ator, mais um entre os muitos atores negros que admiro. Não existe aqui nenhum preconceito contra os brancos, mas há poucos dias percebi que a grande maioria dos atores que admiro é composta por negros.
O Samuel L Jackson dispensa comentários, sua extensa filmografia fala por si, se hoje seu nome é reconhecido mundialmente é porque batalhou muito e amargou muito papel secundário e de vilão que morria logo no começo pra chegar onde chegou. Talento ele tem, e de sobra.
(por Zailda Mendes)
2月4日
A primeira vez que me levaram ao cinema foi desastrosa, era um épico e Sansão ou outro personagem que não me lembro direito era insistentemente perseguido por uma baita estátua de metal que criou vida à custa de magia e isso me traumatizou tanto que até uns 10 anos de idade eu não ia a nenhum cômodo da casa sozinha, pra mim que o tal monstro estava atrás da porta. Mas apesar do trauma a telona me fascinou desde o princípio, talvez até mesmo por causa do trauma. Eu nunca mais deixei de me envolver na trama e isso sempre me proporcionou horas de prazer e emoção.
Sou do tipo que dá pulos e gritos de susto em filmes de suspense, fica gelada de medo em filmes de terror e usa uma caixa de lenços de papel em filmes românticos ou um bom drama. Se o ator é daqueles que vive o personagem, sou daquelas que vive mais ainda, tipo a sua dor é a minha dor. E acho que não há outra forma de se ver um filme. Pra mim filme não é pra ser visto, é pra ser vivido, e isso bem ao pé da letra e levado às últimas consequências.
Para aqueles que acham que minha vida é uma novela, eu acho que ela é um filme, ou uma sucessão de filmes - o que no final dá no mesmo. De qualquer forma eu adoro filme e detesto novela, então se a vida é minha ela é um filme, ora essa.
Dizem que a arte imita a vida, tenho pra mim que é ao contrário, mas deixa pra lá. O importante é que verdade ou mentira, os filmes se sucedem e ao longo das décadas e continuam nos cativando e a cada dia arrebanhando mais e mais fãs. O que é essa mania de vídeos que assola a internet senão a mais declarada adoração por filmes? Filme tem uma hora e meia pelo menos, vídeo é um filmezinho de alguns minutos, mas é filme, ora bolas.
Adoradores de vídeos ou de filmes, tanto faz, o importante é que na telinha ou na telona, sigamos prestigiando essa forma de arte que tanto nos encanta e delicia.
(por Zailda Mendes)
2月1日
- O que é "dejá vu"?
- Hmm... deixa ver... Mas você já não me perguntou isso antes?