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Doce DeleiteO prazer está nas pequenas coisas.
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May 25 Lista atualizada de blogs
May 18 Varig - Descobrimento do BrasilEsse comercial é muito engraçado e eu o adorava. Muito "lusitano" e claro que eu decorei o jingle todinho, era uma maravilha. Eu até arriscaria dizer que já não se fazem comerciais como antigamente, mas o Brasil tem muita criatividade e produz comerciais ótimos, não tenho do que reclamar. Mas na época esse era uma novidade e um primor. May 02 Configurando os blogs do spaces no ScribeFireEsse editor é bem mais leve que o Windows Live Writer, o único problema é que eu não tinha conseguido ainda configurar os blogs do Spaces, por isso não o usava muito. Hoje eu finalmente consegui e agora ninguém me segura... April 29 De forno e fogãoMinhas virtudes culinárias são pra lá de conhecidas pela família. Além de não levar muito jeito pra coisa também não tenho o menor interesse em me especializar. Vai que ontem resolvi surpreender meu esposo com um delicioso pudim de leite e você que já está aí rindo às bandeiras despregadas já antevendo o meu fracasso, acertou. Claro que só poderia sair uma droga. Pois que botei os ingredientes tintim por tintim dentro da tal forma própria pra fazer pudim, botei um copo dágua no recipiente que vai embaixo, coloquei o pudim na forma e a desgraçada por cima. E fui tranquilamente navegar na internet enquanto a poção dos infernos ficava pronta. E não é que o raio da forma tinha que ficar cheio de água? Essa eu não sabia, dali nem vinte minutos meu filho vem aqui me informar que tem uma fumaceira saindo da panela. Largo à contragosto o pc onde navegava tranquila por estas páginas maravilhosas e me abalo até a cozinha. O pudim secou, grudou na forma. Tento tirá-lo de lá e o maldito não quer sair de jeito nenhum. Depois de manobras pra lá de arriscadas (visto que a forma está pelando) ele finalmente abandona o local onde pensei que teríamos que comê-lo, uma vez que se recusava a abandoná-lo. Quando olho minha "obra", fico decepcionada. Parece um sapo grande, com as 4 pernas arriadas, esborrachado no prato. O gosto até que ficou passável. Quando meu marido chegou, servi-lhe a porcaria e ele comeu à custa de ameaças: - Se reclamar ou fizer qualquer gracinha a respeito da aparência eu nunca mais tento fazer nada. Vai passar a pão e água. Ele comeu, compenetrado, vez por outra cutucando a meleca doce com que o presenteei com uma colher, em outras levantando-a e olhando por baixo com ar curioso. Mas comeu CA-LA-DO. (zailda mendes) April 06 MaradonaEle era um gato lindo, branco, mestiço angorá. E tinha personalidade, como todos os gatos. Exigia atenção e carinhos e quando eu me distraía escrevendo cartas subia em cima da mesa e andava por cima delas, passando a ponta da cauda no meu rosto e ronronando. Costumava pisar na almofada de carimbo que eu usava e andava por cima do meu papel de carta, de forma que ficavam todas "assinadas" por ele. Ele era muito grande e gordo, lindos olhos azuis, me venerava e com certeza foi o bicho com que mais me apeguei até hoje. Uma vez ele sumiu, coisa que não era comum porque ele sempre vinha pra casa quando ouvia minha voz e não dormia do lado de fora. Procurei por dias e nada. Eu me deitava à noite e ficava imaginando-o miando, me chamando, sem água, sem ração, talvez sofrendo maus tratos. Tive que viajar a serviço e fiquei uns dias fora, todas as noites ligava em casa para saber se estava tudo bem com ele e as crianças e sempre perguntava se o Maradona não tinha aparecido. Nada. Mas no dia que voltei, qual não foi minha surpresa, ele havia voltado! Ele miava de alegria e logo pulou no meu colo, esfregando o focinho em meu rosto. Depois se enrolou aos pés da minha cama e dormiu ronronando. Mas há gente cruel nesse mundo. Algumas semanas depois ele desapareceu de novo, e dessa vez algo me dizia que era para sempre. No segundo dia eu descobri um enxame de moscas no telhado de casa, e ao procurar no forro da casa o encontraram. Fora um vizinho que estava matando muitos gatos da vizinhança, colocando veneno de rato em cabeças de peixe e deixando-as em um terreno que tinha perto de casa. Eu fiquei furiosa, chamei a polícia, xinguei o vizinho, botei até um artigo no jornal da cidade demonstrando a minha indignação. Nada disso trouxe o Maradona de volta, mas pelo menos os gatos pararam de morrer, acho que o vizinho ficou com medo. Foi um triste fim para um gato que sempre foi tão terno e carinhoso, tão caseiro e brincalhão. Mas infelizmente assim é a vida. Quando adotamos nossos bichinhos temos consciência de que provávelmente viveremos mais que eles e não é fácil saber que morreram sofrendo e que nada pudemos fazer para ajudá-los. (zailda mendes) March 11 Duas fábulas e uma conclusãoA cobra A mulher encontrou uma cobra enregelada, quase morrendo de frio na neve. Compadecida, abrigou-a no seio. No calor de seu seio, a cobra aos poucos foi se recobrando, mas tão logo sentiu-se forte o suficiente, picou o seio da mulher. A mulher, já morrendo e espantada com tamanha ingratidão, pergunta: - Salvei tua vida, por que me picaste? - Sim, salvastes minha vida - responde a cobra, afastando-se - mas sabias que eu era uma cobra. O escorpião e a tartaruga Houve uma enchente na mata e as águas fortes da chuva arrastaram muitos bichos para o rio, que transbordara. Nele caíram também o escorpião e a tartaruga. O escorpião não sabia nadar e pediu à tartaruga uma carona em seu casco. A tartaruga nadava com dificuldade contra a correnteza e já estavam quase chegando à margem, quando sente uma ferroada. Começa a perder forças e grita, já se deixando levar pelas águas: - Por que me ferroaste? Agora vamos morrer os dois. - Não pude fazer nada - responde o escorpião - é a minha natureza. Conclusão Concluo que as pessoas que não tem escrúpulos, valores, caráter, nunca deixarão de nos picar como a cobra, por mais que as ajudemos. São cobras, e a exemplo do escorpião, pouco podemos fazer, pois esta é sua natureza. Não abriguemos, pois, cobras em nosso seio e nem vamos carregar escorpiões nas costas. Melhor nos afastarmos de pessoas assim, pois sempre se voltam contra aqueles que estão próximos. Não se trata de virar as costas e não ter caridade. Caridade devemos usar com quem a mereça. As desgraças que acontecem com cobras e escorpiões são apenas o resultado de suas próprias maldades. Devemos perdoar suas picadas, ferroadas, e extrair de seu veneno o ensinamento: "não dê pérolas aos porcos; eles não sabem o que fazer com elas." (escrito por Zailda Mendes) Essa foi por um trizQuando eu estudava na Universidade Metodista tinha que tomar um ônibus até o Paço Municipal de São Bernardo e então um outro até Diadema, onde eu morava. Como era à noite, às vezes ficava complicado pra tomar o ônibus porque eu não via muito bem o letreiro. Numa noite dessas em que o ônibus estava demorando muito eu me sentei debaixo de uma guarita e uma senhora muito simpática e tagarela começou a puxar prosa. Eu ouvia e abanava a cabeça, que ia longe com meus próprios pensamentos, enquanto vigiava pra ver se meu ônibus não chegava. Num desses momentos eis que chegam logo 3 de uma vez, e de onde eu estava não via muito bem, então me levantei e dei uns passos até o meio-fio pra ver melhor, dando aquela espichada básica de pescoço pra enxergar à noite e ainda por cima o astigmatismo atrapalhando. Estou naquele exercício de estica pescoço, franze testa, pisca forte, quando ouço um baque forte bem atrás de mim. Pra minha surpresa a guarita sob a qual segundos antes eu ouvia a simpática velhinha tagarela falar pelos cotovelos agora está que é um escombro só. Toda detonada, vejo apenas entre as pedras uma alça da sacola que a falante senhora segurava. E um sinistro fio de sangue escorre na calçada. Correria, gritaria, a mente confusa demora uns minutos a entender o que se passara: alguém em desespero pulara de uma das janelas do prédio em frente à calçada onde estávamos, e no seu pulo pra outra vida, inadvertidamente levara consigo a distinta senhora que agora com certeza estaria levando uma animada prosa com São Pedro. - Não sei, meu filho. Eu estava lá esperando o ônibus, de repente "tchibum" e agora estou aqui... No fim das contas, era o meu ônibus mesmo, entrei meio cabisbaixa e na minha mente iam coisas estranhas, como os mistérios da vida e em como o fato de não usar óculos (e portanto não enxergar direito) poderia ter - quem sabe? - me concedido alguns anos a mais por aqui. (zailda mendes) March 08 Como foi que eu morriSegundo meu marido, que é um bom observador, foi mais ou menos assim: Eu estava em casa num domingo, blogando frenéticamente como sempre, em meus mais de 40 blogs espalhados pela internet quando senti a primeira pontada. Uma pontada forte, dor aguda e profunda do lado esquerdo, que me paralisou a respiração por instantes. Ele bem que queria me levar ao médico e insistiu muito nisso, quase me tirou da frente do computador à força mas acabou por respeitar meus argumentos: - Calma amor. Daqui a pouco eu vou. Deixa apenas eu acabar esse post aqui, já estou terminando. Isso foi lá pela uma da tarde, depois do almoço naquele dia quente e abafado. Eu suava frio na frente do computador e meus dedos martelavam febrilmente o teclado e vez por outra eu me interrompia por alguns minutos para massagear o braço esquerdo que sentia já adormecido. A segunda pontada forte veio lá pelas 4 da tarde e foi um custo convencer meu marido de que não era nada grave, que o fato de meu suor ser agora gelado e minha boca estar arroxeando não significava absolutamente nada, era só um sinal de desidratação fácilmente contornável. E foi assim que continuei a blogar, a garrafinha de água mineral do lado, meus olhos já embaralhando as letras, a mão trêmula e o braço esquerdo já totalmente adormecido. De minha testa escorria uma fina linha de suor e eu ofegava. No início da noite veio finalmente o ataque fatal e meu coração se contraiu como se uma potente garra o espremesse com todas as suas forças e meu corpo não mais suportando a dor caiu da cadeira. Eu já no chão, meu marido tentando me socorrer, a mão direita ainda tateava o teclado em busca do mouse, enquanto eu sussurrava, já sem forças: - Por favor, espere que tenho que dar um "enter" para salvar o que eu fiz. Mas o ataque mortal levou-me a vida antes que eu pudesse publicar o que estivera escrevendo a tarde toda, e por isso meu espírito agora vaga entre o céu e a terra, desassossegado. Se pelo menos eu tivesse tido tempo de dar "enter"... (zailda mendes) February 13 Samuel L. JacksonApós passar a década de 80 em papéis insignificantes e obscuros, Samuel L. Jackson emergiu nos anos 90 como um dos mais respeitados atores de Holywood. Trabalhando em vários projetos e recebendo inúmeros convites, o ator teve a oportunidade de mostrar sua grande inteligência e habilidade de encarnar personagens dos mais diversos tipos. Eu adoro esse ator, mais um entre os muitos atores negros que admiro. Não existe aqui nenhum preconceito contra os brancos, mas há poucos dias percebi que a grande maioria dos atores que admiro é composta por negros. O Samuel L Jackson dispensa comentários, sua extensa filmografia fala por si, se hoje seu nome é reconhecido mundialmente é porque batalhou muito e amargou muito papel secundário e de vilão que morria logo no começo pra chegar onde chegou. Talento ele tem, e de sobra. (por Zailda Mendes) February 04 FilmaniaA primeira vez que me levaram ao cinema foi desastrosa, era um épico e Sansão ou outro personagem que não me lembro direito era insistentemente perseguido por uma baita estátua de metal que criou vida à custa de magia e isso me traumatizou tanto que até uns 10 anos de idade eu não ia a nenhum cômodo da casa sozinha, pra mim que o tal monstro estava atrás da porta. Mas apesar do trauma a telona me fascinou desde o princípio, talvez até mesmo por causa do trauma. Eu nunca mais deixei de me envolver na trama e isso sempre me proporcionou horas de prazer e emoção. Sou do tipo que dá pulos e gritos de susto em filmes de suspense, fica gelada de medo em filmes de terror e usa uma caixa de lenços de papel em filmes românticos ou um bom drama. Se o ator é daqueles que vive o personagem, sou daquelas que vive mais ainda, tipo a sua dor é a minha dor. E acho que não há outra forma de se ver um filme. Pra mim filme não é pra ser visto, é pra ser vivido, e isso bem ao pé da letra e levado às últimas consequências. Para aqueles que acham que minha vida é uma novela, eu acho que ela é um filme, ou uma sucessão de filmes - o que no final dá no mesmo. De qualquer forma eu adoro filme e detesto novela, então se a vida é minha ela é um filme, ora essa. Dizem que a arte imita a vida, tenho pra mim que é ao contrário, mas deixa pra lá. O importante é que verdade ou mentira, os filmes se sucedem e ao longo das décadas e continuam nos cativando e a cada dia arrebanhando mais e mais fãs. O que é essa mania de vídeos que assola a internet senão a mais declarada adoração por filmes? Filme tem uma hora e meia pelo menos, vídeo é um filmezinho de alguns minutos, mas é filme, ora bolas. Adoradores de vídeos ou de filmes, tanto faz, o importante é que na telinha ou na telona, sigamos prestigiando essa forma de arte que tanto nos encanta e delicia. (por Zailda Mendes)
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